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“Pai, perdoa o meu jeito de achar que sou perfeito, vejo erro nas pessoas, e não olho meus defeitos, justifico-me com o bem quando o mal eu pratiquei, no final, eu reconheço quando eu erro outra vez. Estou sempre declarando: “quero ser como criança” com o coração tão cheio de maldade e de vingança. Pai, perdoa o meu jeito de achar que sou perfeito, sou tão falho pecador detalhado de defeitos. Pai, meu Pai, tenho muito que mudar. Pai, meu Pai, me ajude a melhorar. Pai, a minha oração pode parecer tão dura, é que essa realidade no meu peito só machuca. Não dava pra esperar, amanhã seria tarde, te entregar meu coração é minha prioridade. Me olhando nessa hora ainda não sou perfeito, mas eu sinto que me amas mesmo eu sendo desse jeito. Obrigado por me ouvir, não vou nem me despedir, fica aqui dentro de mim para nunca mais sair.” Imperfeito, Anderson Freire

Eu quero deixar minhas pegadas nas areias do tempo, saber que havia algo lá e algo que deixei para trás. Quando eu deixar esse mundo, não deixarei arrependimentos, deixarei algo para me lembrar, para que eles não esqueçam. Eu estive aqui, eu vivi, eu amei, eu estive aqui, eu fiz, eu conclui tudo que sempre quis e foi mais do que eu esperava que fosse. Deixarei minha marca para que todos saibam que eu estive aqui […] Eu sei que representei algo na vida de alguém, os corações que toquei serão as provas que deixarei de que eu fiz a diferença, esse mundo verá que eu estive aqui.
“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.” -Oscar Wilde
”Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem.”
- Caio Fernando Abreu



